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Manifesto da tropa PMGO contra falas desrespeitosa de um coronel

Nós, policiais militares do Estado de Goiás, viemos a público manifestar nossa indignação e revolta diante das palavras ofensivas proferidas por um comandante e coronel que, em total desprezo pela realidade da tropa, ousou chamar seus próprios subordinados de preguiçosos e vagabundos.Essas palavras são um insulto à honra, ao sacrifício e à dedicação diária dos homens e mulheres que sustentam, com o próprio suor e muitas vezes com a própria vida, a segurança do povo goiano.O coronel que vive em gabinetes refrigerados, dirigindo caminhonetes de luxo, com combustível e moradia pagos, não faz ideia do que é ser um praça da PMGO.

A VERDADE QUE O ESTADO ESCONDE

Enquanto alguns se beneficiam dos privilégios da patente, o policial da base trabalha 24 horas seguidas, muitas vezes sem descanso, sem tempo para higiene e sem estrutura mínima.

O mesmo policial:

Roda quase 200 km para apresentar um flagrante porque não há delegado disponível;

Faz o trabalho da Polícia Civil, da perícia e até do conselho tutelar; Qualifica, tipifica, conduz o preso, leva ao hospital, faz escolta e ainda apresenta no presídio; É obrigado a tirar serviço virtual mal remunerado, muitas vezes a R$ 25 a hora, valor inferior ao “bico” de uma padaria.

Sem efetivo, cada PM trabalha por três.

E ainda assim, mantém os menores índices de criminalidade do país. Isso não é preguiça — é heroísmo.

A REALIDADE FINANCEIRA QUE MACHUCA

O Estado não paga o data-base há anos, acumulando um déficit superior a 20%;

O último aumento foi de apenas 5%;

Não temos plano de saúde, nem auxílio de qualquer natureza; Pagamos pela própria farda, mesmo quando ela não é entregue por anos; Um plano de carreira que não atende as necessidades da tropa; Para se qualificar, o PM é obrigado a custear cursos em Goiânia, gastando em média R$ 10 mil do próprio bolso, sem receber um centavo do Estado; E ainda é forçado a trabalhar de graça em serviços virtuais durante esses cursos.

Enquanto isso, um coronel como o sr. Felício recebe quase R$ 1 milhão por ano, com caminhonete oficial, combustível ilimitado, casas, alimentação e outros benefícios pagos pelo governo.

O praça que sustenta a segurança pública ganha cerca de R$ 7 mil por mês, pagando do próprio bolso combustível, farda e até deslocamento para comparecer a audiências em juízo, muitas vezes em sua folga.

O PESO DA INDIFERENÇA

A tropa está cansada, doente, sobrecarregada e desvalorizada.Mesmo assim, é essa mesma tropa que mantém Goiás com os melhores índices de segurança pública do Brasil.

Não porque é bem paga, não porque é valorizada, mas porque tem honra, vocação e amor à farda. E o que recebe em troca?

Desprezo, ofensas e humilhação pública de quem deveria inspirar respeito e liderança.

NOSSO GRITO DE DIGNIDADE

Nós, policiais militares de Goiás, não aceitaremos mais sermos tratados como lixos descartáveis.

Não somos preguiçosos. Não somos vagabundos.

Somos pais e mães de família, servidores que arriscam a vida todos os dias.

Queremos respeito, reconhecimento e dignidade.

Virtual não é favor — é necessidade.

A PMGO não funciona por mágica:

funciona porque o praça sacrifica o que tem e o que é. Sem o praça, a polícia para.

E sem polícia, Goiás desaba.

À SOCIEDADE GOIANA, PEDIMOS: conheça a verdade.

Aqueles que você vê fardados nas ruas, muitas vezes sem descanso e sem apoio, são os verdadeiros responsáveis pela paz que você vive.

A tropa não quer aplausos, nem fotografias comemorativas — quer apenas respeito e justiça.

Fotos: PMGO

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