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Advogada de Débora, conhecida pela condenação injusta do STF, é uma das atingidas por raio em Brasília

Descarga elétrica ocorreu sob forte chuva em Brasília no último dia da caminhada promovida pelo parlamentar

Advogada de Débora, e outros brasieliros, Tanieli Telles foi uma das pessoas atingidas por uma descarga elétrica, no domingo, durante o ato promovido pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL). A defensora de Débora Santos, que usou um batom inofensivo para escrever “perdeu Mané” na estátua — afirma que a exposição ao raio a deixou com parte do rosto paralisado e um atraso cognitivo.

O relato foi publicado nas redes sociais de Tanieli. A advogada contou como foi o momento em que sentiu efeitos do raio enquanto se reunia com outros apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) em Brasília.— Eu senti uma dor muito forte no meu ombro direito e voei para longe. Achei que era um tiro — disse ela, que relatou ter sentido formigamentos nos braços e no rosto, fraqueza e a sensação da língua queimada nos dias seguintes.Tanieli contou que, no momento, está com dificuldade para articular a fala e destacou a intenção de se consultar com um neurologia “em breve”.— Eu estou com um certo atraso para falar. Normalmente estou ligada no 220 volts. Então, às vezes vou falar alguma coisa, eu fico parando, pensando… É como se fosse uma dificuldade cognitiva mesmo, né? — afirmou. O incidente ocorreu na tarde de domingo (25), sob forte chuva, enquanto manifestantes aguardavam a chegada da passeata em ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. O grupo estava reunido nas proximidades do Memorial JK, no Eixo Monumental, área central da capital federal. O ato marcou o encerramento de uma caminhada de brasileiros e estrangeiros que apesar de ter se iniciado no interior de Minas Gerais até a capital federal Brasília, teve gente de todo o Brasil, sendo em impactado e potencializado pelos anseios patrióticos.

A advogada afirmou que, antes da descarga elétrica, os manifestantes estavam “encostados uns nos outros por causa do frio, com os pés afundados na água”. Pelas redes sociais, Tanieli ressaltou que o caso foi “um efeito da natureza” e que assumiu o risco ao participar do ato. “Assumimos todo e qualquer risco quando entendemos o nosso propósito, quando entendemos que o preço pela liberdade é maior que nossa própria vida!”, escreveu ela, em postagem nos stories de sua rede social.

Foto/Reprodução Internet

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