Eu já estive em Israel. Não estou falando de algo que apenas li, estou falando do que vi.
Dois montes lado a lado. Mesma região, mesmo céu, mesmo vento, mesma luz do sol. Separados apenas por um vale. De um lado o Monte Gerizim, verde, habitado, com sinais claros de vida. Do outro lado o Monte Ebal, árido, pedregoso, seco. A paisagem muda drasticamente, mas o ambiente é o mesmo. O que cai sobre um, cai sobre o outro. O que ilumina um, ilumina o outro. Ainda assim, um floresce e o outro permanece estéril.
A Bíblia registra esses dois montes em Deuteronômio e depois em Josué. Um foi declarado monte de bênção, o outro monte de maldição. Eles não estavam em países diferentes, não recebiam céus diferentes, não tinham climas distintos. Estavam lado a lado. Isso desmonta a ideia de que ambiente por si só determina destino. Não é a proximidade da promessa que define o resultado, é a resposta interior. Não é estar perto da presença que garante transformação, é como você reage a ela.
Pessoas podem estar no mesmo altar, ouvir a mesma palavra, presenciar o mesmo milagre e ainda assim produzir histórias completamente opostas. O céu não faz distinção no envio da luz, mas o solo reage de maneira diferente. Há corações que absorvem, há corações que endurecem.
Há quem floresça debaixo da mesma chuva que para outros não produz nada.Gerizim e Ebal me ensinaram algo que não se esquece: não é onde você está, é o que você faz com o que recebe. Não é a exposição espiritual que muda alguém, é a decisão de se alinhar. Você pode estar do lado da bênção e ainda assim viver como se estivesse no monte da esterilidade.
Porque destino não é geografia, é escolha.
Deuteronômio 11:29
Marcia Dumont
























