O caso é escandaloso: um secretário da Prefeitura do Rio de Janeiro, subordinado a Eduardo Paes e ex-presidente da OAB-RJ, defendeu publicamente “bala na nuca” para Jair Bolsonaro, recorrendo a narrativas falsas e fake news – a mesma tática de sua facção, que há anos manipula mentes para estimular e legitimar crimes de ódio.
O mais grave é que essa fala parte de alguém que já presidiu a Ordem dos Advogados do Brasil no estado, instituição que deveria zelar pela legalidade e pelos direitos humanos.
A reação oficial foi vergonhosa. De tão insossa , parece que soltaram uma nota ambígua e tímida, mas sem uma condenação de forma objetiva ou anunciar qualquer providência.
A Prefeitura do Rio, por sua vez, mantem o silêncio absoluto.- Essa complacência seletiva escancara o duplo padrão que domina o debate público no Brasil. Se a mesma frase fosse dita contra qualquer figura da esquerda, a imprensa militante, ONGs financiadas com dinheiro público e os “defensores da democracia” estariam em campanha histérica, com cartas, manifestos e cobertura 24 horas por dia – todos trancados no quarto escuro, nus, procurando desesperadamente uma caneta para assinar um “super documento”.
Mas, como o alvo é Bolsonaro, vale tudo.- O episódio deixa claro: para essa gente, “democracia” não é princípio, é rótulo de conveniência. Quando a violência e o discurso de ódio vêm do lado “certo”, eles relativizam, silenciam ou até incentivam.
Hipocrisia em seu estado mais puro.
Com Rafael Satie, Diego Faro, Fábio Poubel, Rogério Amorim, Fernando Armelau.
























